| |
CBC e ABD
A ABD é hoje uma das entidades mais importantes do cinema brasileiro. Está no centro das principais discussões do setor. Tanto na interlocução com diversos setores estatais, como nas discussões e articulações com as principais entidades do setor audiovisual, sendo inclusive uma das mais atuantes dentro do Congresso Brasileiro de Cinema.
O maior desafio da ABD é a implantação de um efetiva política de descentralização e regionalização. Com este objetivo, a ABD está executando um trabalho de mapeamento das diversas realidades do setor audiovisual do Brasil, apontando as principais carências de cada estado. Este diagnóstico irá auxiliar no estabelecimento de ações específicas para minimizar estas carências.
Nos últimos anos a ABD vem realmente se nacionalizado. No final do primeiro mandato do Leopoldo Nunes (1999-2001), já contávamos com dezesseis ABDs ativas. No final do mandato de Marcelo Laffitte (2003-2005), as ABDs chegaram a vinte e quatro. E agora, já nos dois primeiros meses do meu mandato, foram criadas mais duas ABDs, em Tocantins e no Amapá. Agora só falta o Estado de Roraima, que já vem dando sinais de organizar a entidade local, para que a ABD possa dizer que está representada em todo o Brasil.
Esta representatividade permite que documentaristas e curta-metragistas do Brasil inteiro tenham apoio em suas atividades e possam recorrer a uma entidade forte e respeitada, encaminhando uma série de demandas e sugestões, tanto para o poder público como para a sociedade civil organizada.
Uma dessas demandas da ABD é sobre a Lei do Curta, se não é a mais importante é a mais antiga e de maior visibilidade. Esta lei, que prevê a exibição de curtas-metragens antes de longas estrangeiros, nas salas de cinema, é uma lei que ainda está em vigência embora não seja cumprida. A ABD vem pedindo que esta lei seja reestudada e que se encontre a melhor maneira de seu cumprimento.
O CURTA É LEGAL!
Guigo Pádua – Presidente Nacional da ABD
|
|